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QUESTÕES PRÁTICAS DE LITURGIA

Sexta-feira, 5 de julho de 2019

Sabemos que nenhuma atividade na comunidade funciona sem um mínimo de organização.  A liturgia não foge desta necessidade.  Para que a dimensão celebrativa funcione de forma adequada e satisfatória precisamos nos ater em detalhes muito importantes.  A liturgia é um ato de fé cujo objetivo é levar a comunidade a celebrar a presença de Jesus ressuscitado. Mas não fica só na celebração em si, é necessário provocar mudanças significativas na vida dos fieis e, consequentemente, na comunidade em geral. Para que haja participação ativa de todos é necessário que haja uma equipe que planeje e prepare os passos da celebração.

O primeiro critério que esta equipe ou pessoas devem ter presente é o querer celebrar bem, isto é, ter atitude de fé. A equipe ou grupo de liturgia deve fazer com que haja a participação de todos os presentes. Se a comunidade não responder as orações adequadamente fica um vazio entre o agente celebrante e a comunidade participante.

            Na ação litúrgica quem deve aparecer é o Cristo. Por isso não devemos chamar atenção para nós mesmos. Ai requer de nós os cuidados com tudo que possa fazer as pessoas se distraírem, como roupas, maquiagem, ruídos etc.

 

Algumas regras básicas muito importantes quando estamos celebrando:

Preparar a missa (ou celebração) com antecedência. Devemos evitar o improviso. Andes do dia da celebração a equipe deve se reunir, invocar o Espírito Santo, ler as leituras e refletir, e, a partir delas ver o tema central da celebração, o comentário inicial (que deve ser breve), escolher os cânticos, dividir as funções etc.

O comentário ou monição inicial seja breve acolhida da assembléia. Evitar dizer de pé para iniciar…”. É suficiente convidar para o canto de entrada. Os outros comentários como das leituras podem ser ignorados. Com relação ao ofertório só se haver procissão de oferendas, mas não é obrigatório fazer e na comunhão também não é necessário fazer comentário. Apenas anuncia-se o canto.

Os cantos dentro da missa tem a duração do ato litúrgico, por isso, devemos cantar durante o tempo de execução do ato, nunca estendê-lo até a letra terminar. Por exemplo: canto de entrada termina quando o padre beija o altar, podendo concluir o refrão enquanto o padre se “ajeita” com o microfone; o canto do ofertório é até o padre terminar de purificar as mãos ter atenção no caso das missas solenes quando o padre usa incenso porque o ato fica mais longo.

Outra questão é o costume de alguns grupos ou ministérios de canto que gostam de soltar frases de motivação para a assembléia. Devem evitar motivações como “nas palmas”, “força Igreja porque não é espetáculo, e sim missa.

Quando motivar o povo para o canto seguinte não é necessário dizer “de péou “vamos ficar de pé”… apenas diga: cantemos o canto de… (etc). Por fim, não é correto e nem agradável alguém do grupo ficar dizendo frases do canto adiantado indicando para o povo o que será cantado, como fazem alguns famosos nas músicas gravadas como povo.  

Ato Penitencial é pedido de perdão. O canto deve criar um clima de contrição. Deve suscitar atitude de arrependimento por isso o canto deve ser sem dança ou palmas para levar as pessoas a refletir suas atitudes e pedir perdão pelos erros. Deve ser canto trinitário, ou seja, tem que aparecer os três pedidos de perdão: Senhor tende piedade, Cristo tende piedade, Senhor tende piedade.

O canto do Glória deve ser Observado o Tempo Litúrgico. Sabemos que não se canta na Quaresma, advento etc, mas tem alguns cantos que mesmo sendo indicados para o tempo, a letra ou a música não parece apropriada. Alem disso, deve ser trinitário, isto é, glorificar as três pessoas da Santíssima Trindade. Nem todo canto de louvor é canto de glória, não pode ser usado como hino de louvor na missa.

 

 

Liturgia da Palavra – Quando fazer a procissão com a Palavra, usar o lecionário ou a Bíblia. Carregar a Bíblia ou Lecionário fechado, evitar o show de palmas na sua chegada. Em certos lugares já não se consegue dar a benção com a Palavra porque basta levantá-la que as pessoas começam a bater palmas e desfaz o clima de recolhimento. Precisamos educar as pessoas ao recolhimento diante da palavra proclamada.

Quando fazer as leituras, os leitores devem colocar-se no primeiro banco, de frente com o Ambão ou mesa da Palavra, para não ficar atravessando na frente do altar. Na proclamação das leituras não fazer manchete dizendo: “primeira leitura”… “segunda leitura”, porque as pessoas já sabem. Devemos iniciar a leitura onde diz: “leitura da carta de Paulo” ou leitura do livro do profeta….”.

O Salmo – Procurar cantar sempre que houver cantor salmista. Não devemos anunciar “salmo responsorial. Devemos iniciar pronunciando a resposta do salmo de forma clara para que o povo repita em seguida. Nunca dizer “todos” indicando a resposta do salmo.

Na aclamação ao Evangelho não é necessário convidar a assembleia para se colocar em pé. Apenas se diz: “vamos aclamar o santo evangelho cantando”ou apenas inicia o canto que o povo acompanha porque já estão acostumados com o gesto de escuta.

As preces da comunidade.  Quem ler as preces lembre que está sendo porta voz da comunidade, por isso deve ler de forma clara para que as pessoas entendam. Evitar dizer: “a resposta das preces será” e também evitar dizer “todos” na resposta. Iniciar as preces recitando alto a resposta de forma que o povo o repita em seguida. Fazer as preces no mesmo local do comentário ou do banco no meio da assembleia.

O ofertório é o momento de “trazer” para o altar as ofertas, tanto materiais como espirituais. Nem tudo do ofertório é materializado. Pão e Vinho são os principais, caso queiram fazer procissão das ofertas. É o que será partilhado na comunhão. Missas especiais como missa do dízimo, missa do padroeiro ou outras celebrações podem ser acrescentados outros produtos e devem ser combinados com o celebrante.

O Santo – cantar sempre que há condições. Mas pode ser rezado também. Sempre que cantar procurar usar o litúrgico, isto é, como o rezado, sem inventar modas colocando letras sagradas em melodia populares porque isso empobrece a liturgia. Pode ocorrer que as pessoas não consigam desvincular as “imagens” da melodia enquanto canta a letra. Um exemplo é colocar letra sagrada na musica da “cabocla Tereza” e usar no canto de comunhão, como já fui testemunha. Impossível participar e não “ver” a Tereza “esfaqueada”. Parece absurdo dizer isso, mas é verossímil.

A Doxologia: oração Por Cristo, com Cristo, em Cristo, é Oração do Padre não da assembléia; mas se o padre convidar a comunidade para rezar junto, é responsabilidade dele. Mas o correto é o padre rezar e a comunidade assentir no final como o “amem” bem expressivo, o que não precisa ser com palmas também.

O Pai Nosso – O correto é rezar sempre. Se cantar, deve ser fiel à letra da oração que é litúrgica. Não deve ser trocada a oração por outra música que fala de pão e perdão. Quando é rezado na missa não se diz o AMÉM no final. Devemos conscientizar as pessoas. Equipe de liturgia bem preparada consegue fazer essa catequese com a comunidade de forma natural.

A Oração da paz é o padre que reza, mas ele pode convidar a assembléia para rezar juntos e fazer um momento mais reflexivo.

O Cordeiro – Procurar cantar sempre, mas rezado também é bonito. Ressaltamos que na celebração da Palavra o cordeiro não é usado nem catado, nem rezado.

O Abraço da Paz – Sempre que for motivado pelo Padre.  Se ele não convidar, não se deve fazer. Porem caso o padre convide a fazer o gesto, não é necessário cantar. Alem do mais devemos evitar o tumulto na hora do abraço da paz. Como é um gesto simbólico o correto é estender a mão para as pessoas próximas de nós, isto é, os que estão à frente, atrás ou dos lados, sem ficar correndo na Igreja em busca de pessoas para abraçar

A Comunhão é o momento que a comunidade vai ao encontro do Cristo Eucarístico. Os cantores devem comungar antes de iniciar o canto ou comungar depois da missa no sacrário. Não é correto ir até o grupo porque pode ser que algum membro do grupo não comungue e se sinta obrigado a comungar. Assim, quem quer comungar deve ir até o sacerdote ou ministro. Não há  problema em fazer silencio momentos antes da comunhão.

O pós comunhão – A Missa é toda Ação de Graças. Por isso, após a comunhão, pode-se fazer silêncio ou cantar um canto de interiorização, mas sem anunciar “canto de ação de graças”.

Os avisos – Antes de iniciar a celebração já deixar à mão a lista de avisos e sempre deixar só uma pessoa dar os avisos para evitar dispersões ou excesso de informações.

 

Creio que a maioria desses lembretes não é novidade para nossas equipes de liturgia. O problema é que mesmo sabendo o que devemos fazer, caímos nos atos errados por puro descuido ou por maus costumes não corrigidos com o tempo.

 

Se recordar é viver, viver é aprender. Vamos recordando, vivendo e aprendendo.

 

Fraterno abraço  

 

 

Palavra do Padre
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