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Entrevista com catequistas na comunidade Jardim Ultramar

Sexta-feira, 13 de setembro de 2019

FACASC
Catequética

Professora: Ir. Marlene Bertoldi

Acadêmico: Eduardo da Silva Martins

Data: 11 de set. 2019

 

 

Relatório da entrevista com catequistas

 

Introdução

A presente pesquisa é de cunho qualitativo. Ela ocorreu em forma de entrevista, através da aplicação de um questionário com cinco perguntas abertas. A elaboração das perguntas foi acompanhada pela professora da disciplina, e após a aprovação da mesma professora o questionário foi aplicado.

Como ferramenta de comunicação com as catequistas foi utilizado o​​ Whatsapp, um aplicativo para​​ conversação​​ via internet.​​ Em um​​ grupo de Whatsapp, as perguntas foram propostas e as catequistas responderam, inclusive, de forma interativa.

As perguntas aplicadas às catequistas constam no relatório, tal e qual foram propostas.​​ As respostas também estão relatadas, porém, algumas catequistas não responderam​​ a​​ todas as perguntas propostas,​​ ou apenas manifestaram sua concordância,​​ como há de se perceber a seguir.​​ Então, foram selecionadas as respostas por extenso para comporem o relatório. As demais respostam estão salvas no aplicativo do Whatsapp e podem ser solicitadas ao acadêmico.

Foram entrevistadas as​​ oito​​ catequistas da comunidade Santo Expedito, Jardim Ultramar, da Paróquia Santo Antônio de Pádua, que abrange os municípios de Sombrio e Balneário Gaivota.​​ São elas:

  • Maria Aparecida Leandro Bitencourt;

  • Fernanda Bassegio;

  • Denise Mota Ferraz Alves;

  • Ana Luiza dos Santos;

  • Michele Bitencourt dos Santos;

  • Bernadete Rodrigues Máximo;

  • Jenifer Bassegio.

  • Geovana Supp.

Há ainda duas auxiliares que colaboram com as catequistas. São elas Sofia Ferraz e Eduarda Melo.

Atualmente, na comunidade, estão em andamento 8 turmas de catequese:

  • 2 de Iniciação a Vida Cristã;

  • 2 de Eucaristia II;

  • 2 de Crisma I;

  • 1 de Crisma II;

  • 1 de Catequese para adultos.

Na comunidade, está ainda iniciando o processo do IVC, mas todas as catequistas participaram da formação do novo método. Ainda está em andamento a sequência da catequese para aqueles que a iniciaram no antigo método, para que estes possam finalizar o processo que começaram.

A catequese para adultos segue um roteiro paroquial preparado pelo pároco juntamente com os catequistas. Esse roteiro tem fundamentações no RICA e em outras produções destinada à catequese de adultos, e é apresentado aos catequizando em forma de uma síntese com linguagem e práticas apropriadas.

 

Questionário

 

  • Como tem ocorrido a acolhida e participação do novo itinerário da Iniciação da Vida Cristã, por parte dos catequistas, catequizandos, famílias e comunidade?

Bernadete: Eu gosto muito dele, dinâmico, atual e com pouco conteúdo por tema, podendo desta forma deixar o catequista com mais espaço para discussões.

Maria Aparecida: Esse livro​​ da​​ iniciação​​ é​​ muito construtivo não tem como as crianças não aprender ..bem explicado a catequista estudando o livro aprende muito também. As​​ crianças levam para fazer em casa algumas tarefas dadas pela catequistas os pais também aprende muito...acaba interagindo com todos

Michele: Bom, o itinerário ele é bastante simples e fácil de entender e de estudar... Gosto muito pq dá pra interagir entre os pais!!! E as crianças gostam muito das brincadeiras.

Fernanda:​​ Ao meu ver o itinerário tem sido muito bom, pelo fato de ele ser mais colorido que chama a atenção das crianças, e envolvimento dos pais com os primeiros encontro e comunidade nas celebrações de entregas, as ​​ dinâmicas são muito produtiva. Tem uma linguagem bem fácil para crianças.

Denise: O itinerário foi de grande importância, pois aproximou família, igreja e catequizandos, lembrando também que tornou se mais leve o encontro, pois vc deixou de ser a​​ catequista, mais sim uma amiga, uma orientadora dos pequenos . E nós catequistas temos um instrumento bom que nos oportuniza a expandir na fé.

 

  • Como está a participação dos pais (ou responsáveis) na catequese das crianças?

Michele: A participação dos pais é muito grande.

Maria Aparecida: Boa tarde​​ ​​ a participação é preocupação com as crianças e catequese está Boa passo trabalhos para que os pais faça junto para envolver eles também​​ tenho um grupo para dúvidas eles gostam muito​​ ali no grupo só se fala da catequese nada mais.. procuro envolver os pais...mais a participação nas missas ainda está fraca precisa melhorar (((Não é falta de empenho das catequista mas os pais muito desinteressado pela nossa IGREJA)))))]

Bernadete: Concordo Cida, no grupo eles estão bem presentes p perguntar, mas a presença nas missas é pouca. A partipação deles na catequese é se não tiver ou compromisso. Os pais não colocam a Igreja como o primeiro compromisso.

Michele: Vdd

Denise: na catequese os pais são participativos e preocupados. O que preocupa e às vezes nos faz pensar é o depois, pós ora participar da missa, de encontros e até reuniões e meio complicado, por que na minha opinião é uma sequência da catequese o todo. E alguns vezes me preocupa mais é o depois do término da catequese.

 

  • Em sua comunidade/paróquia, há a prática de formação continuada para os catequistas? Como tem sido o aproveitamento das formações?

Fernanda: Sim, nos temos formações durante o ano. Tem sido bom, para o crescimento do nosso conhecimento como catequista e melhoras nossos métodos de iniciação à vida cristã.

Maria Aparecida: ​​ Sim temos formação..Não tem 100% de presença. Mas não aprende quem não quer​​ 

Denise: Nossa coordenação sempre está nos motivando a crescer no aprendizado. Com encontros para estudos, confraternização entre os grupos e até individualmente quando precisamos.

Michele: Bom Dia! Sim, há formações durante o ano todo. Tem sido muito bom para o nosso crescimento e conhecimento dos métodos do Itinerário de iniciação a Vida Cristã.

 

  • Em sua comunidade: quais os desafios para superar? E quais os pontos positivos para dar testemunho?

Maria Aparecida: os desafios é os pais irem as missas.o ponto positivo e as crianças irem com frequência a catequese eles gostam.nas missas não participam mais porque os mais não vão, eles mesmos falam.

Jenifer: Bom dia, Acredito que um dos maiores desafios é que tudo que ensinamos e falamos, a sociedade tenta refutar, distorcer, tornando mais difícil o aprendizado e a aceitação, pois a sociedade de hoje se preocupa muito com o que o outro pensa dela mas não o que Deus está pensando. Quando se é bem trabalhado, bem vivido essa catequese com toda certeza ela dará fruto. Os pontos positivos é que os catequistas vem trabalhando para melhor atender, ensinar os catequizando, hoje o itinerário te aproxima do catequizando e isso é ótimo.

 

  • Na Igreja, há a preocupação de catequizar adultos e crianças com necessidades especiais (surdo/mudo, autismo, síndrome de down, hiperatividade... e tantas outras). Em sua comunidade, já aconteceram experiências como essa? Como foi o processo? Tem alguma sugestão para auxiliar a Igreja a progredir neste caminho?

Jenifer: na nossa comunidade no momento temos uma turma de adulto, tendo eles uma catequese diferente do itinerário pois não temos um livro específico para catequese de adulto na nossa paróquia, mas foi criada uma apostila ​​ revisada pelo nosso pároco. E sobre crianças com deficiência ou dificuldades, já trabalhei com uma menina mas naquela época a mãe dela auxiliava muito pois era uma turma grande e essas crianças precisam de mais atenção ainda. Foi naquele ano que notei que não estávamos preparados ou melhor nunca tínhamos nos preocupado com uma catequese inclusiva. Não sei se seria possível mas acho muito interessante convidar alguns leigos e proporciona momentos de preparação.

Maria Aparecida: Estou com uma criança que não sabe ler estou ajudando.

Bernadete: Bom dia, na minha antiga comunidade tive quatro experiências com crianças com transtorno ou deficiências. Elas já vinham p meu grupo pois tenho formação para trabalhar com elas. Mas mesmo assim é complicado pois as dificuldades são muitas e nossas limitações tbm. Temos que nos preparar pois essas situações serão cada vez mais comuns.

Fernanda: No momento nos não temos nem uma criança com necessidades especiais. Mais acredito que seria muito importante 2 catequista por catequese. Para que cada criança tenha mais atenção. E acaso tiver deve ser estudado a melhor forma de passar quem é Jesus para essa criança. Como formação para os catequistas sobre como lidar com essas necessidades.​​ 

 

Análise

O questionário foi respondido de maneira muito espontânea e informal, dado que o método de aplicação assim permitia. ​​ Isso em nada denigriu a contribuição das catequistas, pois o conteúdo expressado nas respostas é de grande valor para esta análise.

No​​ grupo de Whatsapp, as respostas recebiam interações próprias do estilo de​​ conversa do aplicativo. Diversos​​ emojis1 ​​​​ expressavam concordância e outras motivações, de modo que a entrevista se tornou interativa. A concordância de uma catequista com as outras, e a possibilidade de todas verem as respostas​​ já propostas​​ permitiu que não fossem repetitivas, mas que uma complementasse a outra. Além disso, fica perceptível​​ que há uma boa integração no grupo de catequistas, o que certamente é um testemunho​​ para seus catequizandos.

O novo itinerário catequético do IVC foi bem acolhido na comunidade. As catequistas que ainda permanecem aplicando o antigo método também participaram da formação para o novo método. Todas, sobretudo as que já aplicam o IVC,​​ avaliam como positivo e ressaltam as características de que é mais adequado às crianças, mais dinâmico e interativo, tem uma estética agradável e atraente, além de propostas lúdicas/educativas.​​ 

Além disso, o IVC não carrega o estilo de aula clássica expositiva, portanto permite uma participação, desenvolvimento e crescimento do catequisando. Dá mais horizontes para a​​ catequista explorar conforme sua criatividade e possibilidades, tornando o processo mais pessoal.

Sobre a participação dos pais e responsáveis, as catequistas avaliam como positiva​​ a motivação vinda do itinerário do IVC, pois ele propõe momentos de catequese para eles, além e que participem​​ com​​ as​​ crianças durante todo o processo de catequização. Há aqueles que participam ativamente do processo catequético,​​ e são ao mesmo tempo catequizados,​​ e passam a integrar mais firmemente a vida da comunidade.​​ 

Os catequistas usam​​ grupos de Whatsapp​​ com os pais e responsáveis para mantê-lo informados e participantes.​​ Porém, ainda há certa resistência e​​ relaxamento por parte de alguns.​​ Isso​​ dificulta o processo e causa certo constrangimento e frustração​​ aos catequistas e catequizandos.

A comunidade acolhe muito bem e participa com gosto dos pequenos ritos e celebrações que há no itinerário. Gostam de ver as crianças se integrando a vida da comunidade, recebendo os​​ símbolos, a Palavra e os sacramentos. Também os catequizandos gostam dos momentos, sentem-se importantes e valorizados por receberem destaque na comunidade nesses momentos.

A prática da formação continuada para os catequistas é bem avaliada. Todas concordam que há a necessidade de sempre estar se atualizando e aprimorando. Os frutos do aprendizado contínuo alcançam a catequese e a vida pessoal. Também, o grupo de catequistas é favorecido com as convivências e confraternizações, pois um grupo unido e coeso é mais forte e dá testemunho.

Os pontos positivos, de modo geral, destacados pelos catequistas é o gosto e a participação das crianças, a proximidade entre catequistas e catequizandos e a coesão do grupo na comunidade.

Entre os desafios a superar, destacam​​ a participação dos pais e responsáveis, pois ainda não corresponde à necessidade e estimativa.​​ Também,​​ o contexto sócio-político e cultural que está na contramão dos ensinamentos da Igreja e da família, o que ocasiona confusão, distorção e abandono dos ensinamentos cristãos.​​ Além disso, destacam que a crescente necessidade de atenção das crianças exige mais de uma catequista por turma, e que no momento a comunidade não é capaz de suprir esta necessidade

Sobre os catequizandos com necessidades especiais, no momento, a comunidade não tem presença deles, mas já teve a experiência. Nos casos ocorridos, a participação dos pais junto a criança especial foi a solução para uma boa e proveitosa participação. As catequistas observam que além as necessidades das crianças especiais, há também a limitação pessoal em lidar com elas. Ressaltam que sentem a necessidade de formação e aprimoramento para saber catequizar e agir adequadamente com tais crianças e seus familiares.

A catequista Bernadete já teve,​​ em outra comunidade que morava anteriormente,​​ a experiência de catequizar crianças especiais. Ela é uma profissional experiente na área, pois ela é pedagoga e neuropsicopedagoga, especialista em educação inclusiva e tem formação complementar em educação especial.​​ Ela manifestou seu desejo de ajudar a Igreja no estudo e nas respostas à preocupação com a catequese inclusiva e especial.

 

Considerações

Percebe-se que há um grande interesse pela missão evangelizadora de catequizar. Todas as catequistas participaram ativamente do procedimento da entrevista, e mesmo que não​​ tenho expressado suas respostas por extenso, os​​ emojis​​ usado no grupo de Whatsapp expressava a concordância com aquilo que as outras haviam escrito. Além disso, elas manifestaram o desejo de receber o relatório com as observações, afim de reunirem-se para discutir o assunto.

É muito interessante ressaltar que mesmo que existam apenas turmas em andamento com o IVC, todas as catequistas foram formadas para trabalhar com ele, e o avaliam positivamente. Inclusive, relatam que o aprendizado do novo itinerário é importante e ajuda a aprimorar na aplicação do antigo.

Dado que o acadêmico conhece a comunidade e as catequistas, ressalta: o testemunho cristão de leigas que são mães, estudantes, trabalhadoras, esposas e enfim, pessoas com diversas ocupações da vida pessoal, mas que mesmo assim, superando suas dificuldades, tem a disponibilidade e amor necessário para dedicar um tempo de suas vidas a missão evangelizadora de catequistas. Além de catequistas, elas participam de outras funções da comunidade, atuam como Ministras da Sagrada Comunhão Eucarística, CPC, Pastoral da Acolhida, PASCOM, Setor Juventude entre outros movimentos, pastorais e ministérios, cada uma conforme seus dons e possibilidades. Isso é importantíssimo no processo de catequizar, pois não somente ensinam, mas dão testemunho daquilo que pregam a anunciam às crianças.

Por fim, conclui-se que é uma comunidade em que a catequese caminha bem, superando suas dificuldades e​​ rendendo​​ muitos bons frutos, pois de entre catequizando já surgiram vocações leigas de catequistas, coroinhas, acólitos, Ministério da Palavra, PASCOM, grupo de Jovens e outras atuações comunitárias.​​ 

1

​​ Emoji é de origem japonesa, composta pela junção dos elementos (imagem) e moji (letra), e é considerado um pictograma ou ideograma, ou seja, uma imagem que transmitem a ideia de uma palavra ou frase completa.​​ Atualmente, os emojis são muito populares nas redes sociais (Facebook, principalmente) e em comunicações de troca de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, por exemplo.” [Disponível em: https://www.significados.com.br/emoji/ Acesso em 10/09/2019 ]

 

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