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Os Sacramentos

Batismo

Para que existe o Batismo ?

Adão e Eva pecaram gravemente, desobedecendo a Deus, querendo ser iguais a Deus. Foram, por isso, expulsos do Paraíso. Passaram a sofrer e a morrer. Deus castigou-os e transmitiu a todos os filhos de Adão, ou seja, a todos os homens, o pecado original. Mas Deus prometeu a Adão e Eva que enviaria seu próprio Filho, segunda Pessoa da Santíssima Trindade, que seria igualmente homem, para morrer na Cruz e pagar assim o pecado de Adão e Eva e todos os outros pecados. Mas não basta que Jesus tenha morrido na Cruz. É preciso ainda que essa morte de Jesus seja aplicada sobre as almas para que elas reencontrem a amizade de Deus, ou seja, se tornem filhos de Deus e tenham apagado o pecado original. Foi então para aplicar seu Sangue derramado na Cruz sobre nossas almas que Jesus instituiu o Sacramento do Batismo.

Quando foi que Jesus instituiu o Batismo ?

Jesus instituiu o Batismo logo no início da sua pregação, quando entrou no rio Jordão para ser batizado por São João Batista. O Batismo de João não era uma Sacramento. Só quando Jesus santifica as águas do Jordão com sua presença e que a voz do Pai se faz ouvir: “Este é meu Filho bem amado, em quem pus minhas complacências”, e que o Espírito Santo aparece sob a forma de uma pomba (foi então uma visão da Santíssima Trindade), é que fica instituído o Batismo. Essa instituição será confirmada por Jesus quando Ele diz a seus Apóstolos: “Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” Leia na Bíblia, no Evangelho de São Mateus, o Capítulo 3, Versículo 13.

Matéria e Forma

Jesus instituiu, então, o Batismo e determinou que seria usada a água como matéria desse Sacramento. Foi também Jesus quem determinou a forma: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.” O rito da Batismo consiste assim em derramar água na cabeça da pessoa que vai ser batizada, ao mesmo tempo em que se diz a forma. Mas só isso não basta. É preciso ainda que o ministro tenha a intenção de fazer o que faz a Igreja Católica no Sacramento do Batismo. A Santa Igreja acrescentou também diversas orações preparatórias que completam a cerimônia. Quem já assistiu a um Batismo sabe que o Padre usa o sal bento, o óleo dos catecúmenos, o Santo Crisma, entrega a vela acesa aos padrinhos, veste a roupa branca no batizado e, principalmente, reza as orações contra o demônio, para que o pai da mentira nem se aproxime do batizado. Esse é o batismo Católico, o único instituído por Jesus, o único capaz de nos tornar filhos de Deus.

O Ministro do Batismo

Normalmente, o ministro do Batismo é um Padre. É ele quem recebeu de Deus o poder de trazer a Fé ao coração da pessoa batizada, tornando-a filha de Deus. Mas pode acontecer que seja preciso batizar às pressas alguém. Se não houver um Padre por perto, qualquer pessoa pode batizar, desde que queira fazer o que a Igreja Católica faz no Batismo, que use água e diga as palavras da forma do Batismo. Além da pessoa que está sendo batizada, do ministro que batiza, há também, na cerimônia do Batismo, os padrinhos, que seguram a criança. Normalmente escolhe-se para padrinhos um homem e uma mulher. Eles devem ser bons católicos, pois a função dos padrinhos é dar o exemplo, ajudar aos afilhados a aprender o Catecismo, a rezar, a conhecer e amar a Deus. São os padrinhos que respondem no nosso lugar as perguntas que o ministro faz durante a cerimônia.

Os efeitos do Batismo

O Batismo nos dá, pela primeira vez, a graça santificante, que é a amizade e a presença de Deus no nosso coração. Junto com a graça recebemos o dom da Fé, da Esperança e da Caridade, assim como todas as demais virtudes, que devemos procurar proteger no nosso coração. Apaga o pecado original. Apaga os pecados atuais e todas as penas ligadas aos pecados. Imprime na nossa alma o caráter de cristão, fazendo de nós filhos de Deus, membros da Santa Igreja Católica e herdeiros do Paraíso. Nos torna capazes de receber os outros Sacramentos. Por isso tudo, vemos que o Batismo é absolutamente necessário para a salvação. Só entra no Céu quem for batizado.

Existem três tipos de Batismo

Além do Batismo da água, o normal, existem ainda dois outros modos de recebermos o Batismo: o Batismo de sangue e o Batismo de desejo. O Batismo de sangue é recebido por uma pessoa que, sem nunca ter sido batizada, seja morta por defender a Fé católica. Foi o caso de muitos mártires que morreram por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. O Batismo de desejo é recebido por uma pessoa que, sem ter como chegar até um Padre, morre sem poder receber o Batismo que desejava receber. Qualquer desses três modos de receber o Batismo é suficiente para nos dar a Fé e assim nos permitir ir para o Céu.

Matéria – água

Forma – “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

Graça – Apaga o pecado original – nos torna filhos de Deus – é o nascimento espiritual.

Confissão

A instituição da Confissão é comprovada legitimamente dos textos que conferem o poder das chaves, poder que deve ser exercido a modo de juízo. Tal juízo, não pode ser proferido sem a prévia manifestação dos pecados, pois 1) um juízo prudente e sábio não pode ser proferido sem prévio conhecimento de causa e 2) esta não pode ser conhecida sem a confissão do penitente, visto ser ele o único que tem realmente conhecimento do próprio pecado e de sua malícia. Não se trata apenas de declarar perdoados os pecados, vistas as boas disposições do penitente. Em Jo 20, 21ss, Jesus declara que a missão dada aos Apóstolos é semelhante à que recebeu do Pai. Ora, Cristo não apenas prega a remissão dos pecados ou os declara perdoados, mas perdoa-os. Portanto, assim também os Apóstolos e seus legítimos sucessores não somente declaram o perdão, mas perdoam, realmente, em nome de Cristo: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

Durante a vida, deparamo-nos com tentações contra a pureza, que não podem ser vencidas a não ser pela fuga. “Levamos o nosso tesouro em vasos quebradiços”, nos diz a Sagrada Escritura. Vidros de fina composição só com grande cautela podem ser levados juntos de uma só vez. A pureza do coração é coisa tão delicada, que só com grande cuidado pode ser conservada. Para não perder este precioso tesouro, é preciso que fujamos de todas as ocasiões, que fazem a virtude da pureza perigar. É preciso que renunciemos aos vis prazeres do mundo, não concedendo liberdade aos membros, que exigem pela natural inclinação, quer seja o amor à carne, o apego aos bens, a maldade, etc . Jesus, conhecendo a nossa fraqueza, foi extremamente bondoso ao instituir o sacramento da confissão, conferindo aos Apóstolos e Sacerdotes da Igreja, o poder de perdoar pecados. No confissionário, temos a plena convicção do perdão. Ali a alma entra doente e suja, sai sã e límpida. Infeliz do homem que dá ao mundo os seus dias da mocidade, reservando-lhe apenas o fim da vida. Ao fim da peregrinação, cada um terá de se apresentar ao Criador. Que será de nós se lá chegarmos com a alma imunda e de mãos vazias? Aproveitemos, portanto, a graça da confissão enquanto ainda caminhamos neste mundo.

Para que façamos uma boa confissão é preciso:

Exame de consciência e ato de contrição, ou seja, rezar e refletir sobre seus pecados.

Arrependimento sincero pelas ofensas feitas contra Deus e os irmãos.

Firme propósito de não mais pecar.

Confessar os pecados ao Sacerdote.

Cumprir a penitência imposta pelo padre ao término da confissão.

Ato de Contrição – Antes de Confessar

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também ter perdido o céu e merecido o inferno e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Como Confessar ?

O orgulho nos leva à falsa convicção de que não temos pecados. Devemos ter a humildade de reconhecer nossas faltas e de as confessar ao Sacerdote. Não raras vezes é comum encontrarmos dificuldades em nos recordarmos dos pecados cometidos. Por ser um fato freqüente, leia os Mandamentos da Lei de Deus e siga o roteiro abaixo descrito, que servirá como um verdadeiro auxílio para revisão de vida:

Exame de Consiência – Com base nos 10 Mandamentos

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas

Tive vergonha de testemunhar meu amor a Deus;

Fui relaxado e não cultivei minha união com Deus. Não fiz a leitura e meditação da Palavra;

Revoltei-me contra Deus nas horas difíceis. Alimentei superstições;

Durante o dia nunca ou raramente dirijo o pensamento a Deus. Faltei à oração de cada dia;

Duvidei da presença de Deus em minha vida. Não alimentei minha fé;

Não fui fiel à oração com minha esposa-esposo e filhos;

2 – Não tomar o nome de Deus em vão

Jurei falsamente ou jurei desnecessariamente;

Usei o Nome de Deus ou símbolos religiosos sem o devido respeito;

Busquei a Deus e a Igreja somente nas horas de necessidade;

3 – Guardar os Domingos e dias Santos

Faltei à Missa aos Domingos e dias Santos por preguiça, por conveniência;

Vivi meu Domingo para comer, beber, dormir e ver televisão;

Sem precisar, entreguei-me ao trabalho aos Domingos;

Obriguei meus funcionários ao trabalho aos Domingos;

Não usei dos Domingos para estar com minha família, para visitar alguém;

4 – Honrar pai e mãe

Agredi meu pai ou minha mãe com palavras, gestos, atitudes;

Descuidei-me deles na hora da doença ou na velhice;

Não procurei ser compreensivo com eles;

Deixei passar longo tempo sem visitá-los;

Por orgulho, tive vergonha de meus pais;

5 – Não matar

Pratiquei o aborto, fui cúmplice ou apoiei alguém que abortou;

Usei drogas; fui além dos limites na bebida alcoólica e no cigarro;

Não cuidei da minha saúde ou da saúde das pessoas que dependem de mim;

Feri as pessoas com olhar, ou as agredi fisicamente ou grosseiramente;

Alimentei desejos de vingança, ódio, revoltas e desejei mal aos outros;

Neguei o perdão a alguém;

Não gastei, ao menos um pouquinho de meu dinheiro, para ajudar aos necessitados;

Pensei ou tentei o suicídio;

Fui racista e preconceituoso, ou não combati o racismo e os preconceitos;

6 – Não pecar contra a castidade

Descuidei em lutar pela minha santificação;

Não disciplinei os meus sentidos, instintos, vontade;

Dei espaço à sensualidade, erotismo, pornografia;

Gastei tempo e dinheiro com filmes, revistas, espetáculos e sites da internet desonestos;

Caí na masturbação;

Assediei alguma pessoa, induzi alguém ao pecado;

Vesti-me de maneira provocante;

Entrei na casa do Senhor com trajes inadequados;

Fui malicioso em minhas relações de amizade;

7 – Não furtar.

Aceitei ou comprei algo que foi roubado;

Estraguei bens públicos ou de outras pessoas;

Desperdicei dinheiro em jogos, bebidas e diversões desonestas;

Prejudiquei alguém, usando de pesos e medidas falsas, enganando nas mercadorias e negócios;

Explorei alguma pessoa ou não paguei o justo salário;

Não administrei direito meus bens e deixei de pagar minhas dívidas;

8 – Não levantar falso testemunho.

Envolvi-me em mentiras, difamações, calúnias, maus comentários, fiz mau juízo dos outros;

Fingi doença ou piedade para enganar os outros;

Ridicularizei ou zombei de pessoas simples, pobres e idosas, deficientes físicos ou mentais;

Dei maus exemplos contra a Religião, na família, na escola, na rua, no trabalho;

9 – Não cobiçar a mulher do próximo.

Alimentei fantasias desonestas, envolvendo outras pessoas;

Deixei de valorizar meu cônjuge;

Pratiquei adultério (uniões sexuais antes ou fora do casamento);

Não soube desenvolver um namoro maduro e responsável, enganando a (o) namorada (o);

Não fugi das ocasiões ou lugares próximos do pecado;

10 – Não cobiçar as coisas alheias.

Tenho sido invejoso;

Apoiei movimentos políticos que se organizam com o fim de invadir e tomar as propriedades alheias;

Violei segredos, usei de mentiras, ou não tenho combatido o egoísmo;

Sou dominador, não aceitando a opinião ou sucesso dos outros;

Fico descontente ou com raiva diante da prosperidade material e financeira de meu próximo;

Eucaristia

A palavra “Eucaristia” provém de duas palavras gregas “eu-cháris”: “ação de graça”, e designa a presença real e substancial de Jesus Cristo sob as aparências de pão e vinho.

Essa presença não foi contestada nem mesmo por Lutero. Em carta a seu amigo Argentino (De euch. dist. I, art.) falando sobre o texto evangélico “Isto é o meu corpo”, ele diz: “Eu quereria que alguém fosse assaz hábil para persuadir-me de que na Eucaristia não se contém senão pão e vinho: esse me prestaria um grande serviço. Eu tenho trabalhado nessa questão a suar; porém confesso que estou encadeado, e não vejo nenhum meio de sair daí. O texto do Evangelho é claro demais”.

Eis, em S. João, os termos de que Jesus Cristo se serviu, falando a primeira vez deste grande sacramento: “Eu sou o pão da vida; vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo, que desci do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente, e o pão que eu darei é a minha carne, para a vida do mundo” (Jo 6, 48-52).

Que clareza nessas palavras! Que quer dizer isso: “Eu sou o pão vivo – o pão que eu darei é a minha carne”. É ou não é a carne de Cristo? É ou não é Cristo que será o pão que deve ser comido? Será que Deus não saberia se expressar direito se desejasse fazer uma simples alegoria?

E não é só isso! Nosso Senhor continua, cada vez mais positivo e mais claro: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. O que comer a minha carne e beber o meu sangue terá a vida eterna. Porque a minha carne é verdadeiramente comida, e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue, fica em mim e eu nele. O que me come… viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu… O que come este pão, viverá eternamente!” (Jo 6, 54 – 59).

Eis um trecho claríssimo, que não deixa margem à dúvidas. Nosso Senhor afirma categoricamente: “… minha carne é verdadeiramente comida”. É impossível negar algo tão claro: a carne de Cristo, dada aos homens para remissão dos pecados, é para ser comida; e quem comer desta carne “viverá eternamente”.

Cristo afirma, repete, reafirma, e explica que o pão que ele vai dar é o “seu próprio corpo” – que seu corpo é uma “comida” – que seu sangue é uma “bebida” – que é um pão celeste que dá a vida eterna. E tudo isso é positivo, repetido mais de 50 vezes, sem deixar subsistir a mais leve hesitação.

Ao negar a presença eucarística, o protestante nega as palavras de Cristo.

Cristo diz: “Este é o meu corpo”. O protestante exclama: Não, senhor, é um pedaço de pão!

Cristo ajunta: “Minha carne é verdadeiramente comida”. O protestante objeta: Não, senhor, este pão não é tua carne!

Cristo completa: “O que me come… viverá por mim.”. O protestante insiste: Não, senhor, não comemos a ti, é simplesmente um pedaço de pão!.

Cristo repete: “O que come a minha carne, fica em mim”. O protestante discorda: Não, senhor, não é a tua carne, porque eu não o quero; é uma ceia, uma simples lembrança!… De tudo que afirmas, nada é verdade. Este pão do céu não existe… Este pão não é o teu corpo… Este vinho não é o teu sangue. Teu corpo não é comida. Teu sangue não é bebida.

A posição dos protestantes é a posição que tomaram os fariseus: “Como pode este dar-nos a sua carne a comer?” (Jo 6, 53). Retiram-se murmurando: “É duro demais, quem pode ouvir uma tal linguagem!” (Jo 6, 67).

Que fará Jesus, dissipa o equívoco e explica que é simbólico o que Ele acaba de dizer, para que não se perdessem os que se retiravam?

Não! Vira-se para seus Apóstolos e, num tom que não admite réplica, pergunta: “E vós também quereis abandonar-me?” (Jo 6, 68). É como se afirmasse: quem não desejar aceitar a verdade, que retire-se com os outros! A verdade é essa e não muda.

É a cena da promessa da eucaristia, que ia sendo preparada por Nosso Senhor em seus Apóstolos, que acreditavam e amavam mesmo sem entender!

Aos protestantes, cabe uma pergunta muito objetiva: Seria possível Cristo ser tão solene e tão claro, utilizando palavras tão majestosas e escandalizando a tantos incrédulos, apenas para prometer-nos um “pedaço de pão”, que devemos comer em sua lembrança?

Seria impossível.

Agora, examinemos a instituição da Eucaristia.

O dia escolhido é a véspera da morte do Messias. Em meio das ternuras lacerantes do adeus, neste momento onde, deixando aqueles que se amam, fala-se com mais coração e com mais firmeza, porque, estando para morrer, não se estará mais para explicar ou interpretar as próprias palavras. Neste momento, pois, num festim preparado com solenidade (Lc 22, 12), impacientemente desejado (Lc 22, 15), eis que se passa:

“Quando estavam ceando, Jesus tomou o pão, benzeu-o e partiu-o, e deu-o a seus discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é o meu corpo, que é dado por vós – Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19).

“E tomando o cálice, deu graças, e o deu a eles, dizendo: Bebei deste todos, porque isto é o meu sangue do novo testamento, que será derramado por muitos, para a remissão do pecado” (Mt 26, 27-28)

Que magnífica simplicidade e previsão nos termos!

O original grego é mais forte ainda: “Isto é o meu corpo, meu próprio corpo, o mesmo que é dado por vós – Isto é meu sangue, meu próprio sangue da nova aliança, o sangue derramado por vós em remissão dos pecados”.

E no texto siríaco, tão antigo como o grego, feito no tempo dos Apóstolos, diz-se: O que se nos dá “é o próprio corpo de Jesus, seu próprio sangue”.

Não há outro sentido possível nesses textos. É a presença real afirmada, inequivocamente, pelo Messias, Redentor nosso, que derramou seu sangue na Cruz por nossos pecados.

Que precisão nas palavras e que autoridade! Quanto poder nestas palavras: “Lázaro, sai do sepulcro!” E Lázaro sai imediatamente. “Mulher, estás curada!” E ela fica curada. “Isso é meu corpo!” E esse é o corpo do Cristo.

E S. Paulo, na sua epístola aos Coríntios (11, 23 – 30): “Eu recebi do Senhor… que, na noite em que foi traído, tomou o pão. E tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei: isto é o meu corpo que será entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Esta é a nova aliança no meu sangue, fazei isto, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo… Porque o que come e bebe indignamente, como e bebe para si mesmo sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem (o sono da morte)” (I Cor 11, 23 – 30).

S. Paulo diz, com esta lógica que lhe é peculiar: “Quem comer este pão … indignamente, será culpado do corpo do Senhor” (1 Cor 11, 27) – e ainda no mesmo sentido: “O que come indignamente, come a sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor” (1 Cor 11, 29).

Ou seja, S. Paulo afirma que, comungando indignamente, somos culpados do corpo de Jesus Cristo. Ora, como é que alguém pode ser culpado do corpo de Cristo se este corpo não estiver no pão que come?

Comer um pedaço de trigo, sem devoção e com a alma manchada, pode ser um crime, o qual a vítima “come sua própria condenação”? É ridículo!

Aliás, o que S. Paulo afirma acaba condenando o protestantismo: É culpado do corpo do Senhor e come sua própria condenação, quem não discerne o corpo de Cristo de um vulgar pedaço de pão, e come este pão indignamente.

Eis a verdade irrefutável da Eucaristia.

Matéria – O pão e o vinho consagrados na Santa Missa

Forma – “Isto é o meu Corpo” – para a consagração do pão; “Este é o cálice do meu sangue, do sangue da nova e eterna aliança, mistério da Fé, que será derramado para vós e para muitos para o perdão dos pecados” -, para a consagração do vinho.

Graça – É a presença do próprio Jesus Cristo na nossa alma, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade – é o alimento espiritual.

Crisma ou Confirmação

O que é o Sacramento da Crisma ?

Nascidos para a vida da graça pelo Batismo, é pelo Sacramento da Crisma que recebemos a maturidade da vida espiritual. Ou seja, somos fortalecidos pelo Divino Espírito Santo, que nos torna capazes de defender a nossa Fé, de vencer as tentações, de procurarmos a santidade com todas as forças da alma.Pelo Batismo nós nascemos, pela Crisma nós crescemos na vida da graça.

Pelo Batismo nós nascemos, pela Crisma nós crescemos na vida da graça.

Matéria e Forma

A matéria do Sacramento da Crisma é o Santo Crisma, o óleo da oliveira (azeite), misturado com um bálsamo perfumado e abençoado solenemente pelo Bispo na Quinta-feira Santa. Essa matéria é usada pelo Bispo na cerimônia da Crisma, junto com a imposição da mão sobre a cabeça, quando o ministro traça o Sinal da Cruz com o Santo Crisma na fronte do crismando, dizendo as palavras da Forma. A Forma do Sacramento da Crisma é: Eu te marco com o Sinal da Cruz e te confirmo com o Crisma da Salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Após realizar este gesto, o Bispo dá um leve tapa no rosto da pessoa, para significar que ela é soldado de Cristo, tendo o dever de suportar pacientemente, em nome de Jesus, toda sorte de sofrimentos e de injúrias, defender a Fé quando atacada e conhecer a doutrina.

Ministro da Crisma

O ministro do Sacramento da Crisma é o Bispo, pois é o pai de todos os fiéis, aquele que lhes confere a maturidade da vida da graça. Em caso de perigo de morte, um simples Padre deve crismar, pois é importante entrarmos no Céu com todas as capacidades de amor a Deus. A Crisma não é absolutamente necessária para a salvação (uma pessoa não crismada pode ir para o Céu), mas é muito importante receber a Crisma desde cedo: só com a Crisma teremos no Céu a proximidade de Deus e a intensidade de amor que Ele quer nos dar. Além disso, só com a Crisma teremos todas as forças necessárias para vencer as tentações e caminharmos firmemente no caminho da perfeição. De modo que seria grave negligência dos pais se não preparassem seus filhos para receber este Sacramento da perfeição cristã.

Instituição da Crisma

Como sabemos que Jesus Cristo instituiu este Sacramento, se não aparece este fato no Evangelho ? Sabemos que verdadeiramente Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Crisma porque os Apóstolos administraram este Sacramento, como aparece nos Atos dos Apóstolos (Atos, 8, 14) e porque a Igreja sempre ensinou esta verdade. Vejam o que já ensinava S. Cripriano, Bispo martirizado no ano 258: “Os batizados serão conduzidos aos Bispos, a fim de, por sua oração e imposição das mãos, receberem o Espírito Santo, e pelo selo do Senhor, serem perfeitos.”

Quais são as graças que recebemos pelo Sacramento da Crisma?

Aumento da graça santificante. Recebemos de modo novo e especial o Divino Espírito Santo, com seus sete dons sagrados. Imprime o caráter de Soldados de Cristo. A crisma, como o Batismo e a Ordem, imprime caráter, ou seja, marca de modo indelével nossa alma, de modo que nunca mais perdemos a marca de crismados. Por essa razão não podemos receber a Crisma mais de uma vez, como também o Batismo e a Ordem.

Quais são os sete dons do Espírito Santo que recebemos de modo especial na Crisma ?

São eles:

Temor de Deus

Piedade

Fortaleza

Conselho

Ciência

Inteligência

Sabedoria

Por que existem padrinhos para a Crisma ?

Porque, como no caso do Batismo, é bom termos pais espirituais que nos apresentem à Igreja nesta ocasião tão importante, nos aconselhem nas lutas da vida, e rezem por nós. Por isso os padrinhos da Crisma devem ser bons católicos, terem sido crismados, tendo já idade suficiente para aconselhar seus afilhados.

Para terminar, devemos considerar que a Crisma é o Sacramento que aumenta o Amor de Deus em nosso corações. Aos sairmos da cerimônia da Crisma, como soldados de Cristo, temos nossos corações dilatados, abertos para muitas novas graças, capazes de amar a Deus com muito mais forças. É a ação do Divino Espírito Santo que realiza isso em nós. Devemos estar atentos em deixá-Lo agir em nós, pois Ele vai nos guiar pelos difíceis caminhos da vida, vai nos encher o coração com muitas alegrias espirituais, com o gosto pela oração, com as forças para vencer as tentações. Só assim poderemos estar cada dia mais próximos do Coração de Nosso Senhor, para servi-Lo e amá-Lo para sempre.

Matéria – O óleo sagrado chamado Santo Crisma

Forma – “Eu te marco com o Sinal da Cruz e te Confirmo com o Crisma da Salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

Graça – Nos confirma na Fé, nos torna Soldados de Cristo – é o crescimento espiritual.

Matrimônio

O Matrimônio é o Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem mutuamente e de educarem cristãmente os filhos.

Muito se diz sobre o descrédito do matrimônio nos dias de hoje, mas estes não vivem , ou não conhecem quem viva este sacramento sob a graça que Deus concede todos os dias aos casais. É preciso receber o Sacramento do Matrimônio em graça de Deus; se se recebe em pecado mortal, o Matrimônio é válido, mas comete-se um grave sacrilégio.

O ministro do Sacramento do Matrimônio são os próprios cônjuges. Os fins do Matrimônio são a procriação e educação dos filhos, o amor e a ajuda mútua entre os esposos e o remédio da concupiscência. As propriedades do matrimônio são as unidads e a indissolubilidade; isto é, deve ser de um com uma e para sempre.

Para viver santamente, os esposos cristãos devem amar-se e guardar fidelidade um ao outro, receber os filhos que Deus lhes dê e educá-los cristãmente.

Matéria – O contrato entre os noivos.

Forma – A aceitação pública do contrato – o “sim”.

Graça – Capacidade de ter e educar os filhos, viverem juntos em harmonia, e buscando a vida eterna.

Unção dos Enfermos

Depois de termos estudado os Sacramentos que significam o nosso nascimento espiritual (Batismo), crescimento espiritual (Crisma), alimento espiritual (Eucaristia) e remédio espiritual (Confissão), falta estudarmos o Sacramento que nos prepara para a morte, antes de chegarmos à Ordem e ao Matrimônio.

Este Sacramento que nos prepara para a morte se chama Extrema-unção.

Do mesmo modo que na doença e em perigo de morte precisamos de um fortalecimento especial para o corpo, precisamos igualmente fortalecer a alma, deixando-a pronta para essa passagem terrível que é a morte, quando estaremos diante de Nosso Senhor Jesus Cristo para sermos julgados dos nossos atos.

Para nos ajudar a ir para o Céu, nesse momento da doença grave, Jesus Cristo, o amigo dos doentes, vem-nos em auxílio e institui o Sacramento da Extrema-unção. Nós sabemos que Jesus instituiu o Sacramento da Extrema-unção por causa da Epístola de São Tiago, Apóstolo: “Alguém dentre vós está enfermo? Mande chamar os Presbíteros (Padres) da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará e os pecados que tiver cometido ser-lhes-ão perdoados” (S. Tiago, V 14).

Esta carta de São Tiago nos mostra que os Apóstolos já administravam o Sacramento da Extrema-Unção, ou seja, eles só podem ter aprendido isso do próprio Jesus Cristo.

Todo católico que, por doença, acidente ou velhice avançada, estiver em perigo de morte, deve receber a Extrema-Unção. Mesmo as crianças com doenças graves e em perigo de morte podem recebê-la, desde que já tenham alcançado a idade da razão.

Normalmente, devemos receber a Extrema-Unção já tendo recebido a absolvição dos pecados. Ao menos devemos ter o arrependimento de todos os nossos pecados. Ajudado pelo Padre, o doente se encherá de confiança ao pensar que Jesus Cristo, o vencedor da doença e da morte, lhe traz auxílio e faz com que sua doença lhe sirva para sua salvação e a salvação de muitos outros. A Extrema-Unção deve ser dada a tempo para que o doente receba o Sacramento ainda plenamente consciente, para que possa acompanhar as oração do Padre e dos familiares.

Sabemos que os Sacramentos que imprimem caráter (Batismo, Crisma e Ordem) nunca podem ser recebidos mais de uma vez. A Extrema-Unção não imprime caráter. Ela perde seu efeito sacramental quando a doença desaparece e o doente se recupera. Se, depois disso, essa pessoa voltar a ficar doente, com perigo de morte, ela poderá receber novamente a Extrema-Unção. Mas, enquanto durar a doença, o Sacramento, já recebido uma vez, se mantém na alma e faz daquela pessoa uma alma consagrada a Deus, para que Ele tenha por ela um cuidado todo especial. Por isso, não se deve receber mais de uma vez a Extrema-Unção durante a mesma doença. Uma só vez basta para que os efeitos atuem durante todo o tempo que durar aquela doença.

Como deve ser administrada a Extrema Unção

O Sacerdote unge o doente com o óleo dos enfermos que é a matéria do Sacramento da Extrema-Unção. Esta unção deve ser feita seis vezes: nos olhos, nas narinas, nos ouvidos, na boca, nas mãos e nos pés. Para cada unção o Padre repete a forma do Sacramento da Extrema-Unção. Temos então:

Matéria

O óleo dos enfermos – é um dos óleos consagrados pelo Bispo na Quinta-feira Santa, na Missa Crismal (assim chamada por causa da benção dos óleos). Deve ser obrigatoriamente de oliveira, ou seja, azeite doce.

Forma

Por esta santa unção e por sua grande misericórdia, Deus te perdoe tudo que fizeste de mal pela … vista (ouvido, olfato, gosto e palavras, tato, passos).

A Graça Sacramental da Extrema Unção

A parte visível do Sacramento, a matéria e a forma, significam a parte invisível, que é a graça sacramental. Antigamente, usava-se muito o azeite para curar as doenças. Por isso a Igreja usa o óleo dos enfermos para fazer um gesto que se faz para passar o azeite nas feridas. O Padre unge, ou seja, passa o óleo no corpo do doente, e esse gesto, junto com as palavras da forma sacramental, realizam aquilo que eles significam: não a cura do corpo, mas a cura da alma. A alma que recebeu a Extrema-Unção tem seus pecados perdoados e está fortalecida para enfrentar a morte. Além disso, se Deus achar que ela não deve morrer, o Sacramento ajudará também na cura da doença e a pessoa ficará boa.

Efeitos da Extrema Unção

Aumenta a graça santificante restabelecida pela Confissão;

Perdoa os pecados que não puderam ser confessados (se houver contrição);

Destrói as penas temporais devidas aos pecados já perdoados (se houver disposição para isso);

traz saúde para o corpo, se isso for bom para a alma.

Conclusão

Quando temos alguém na família com uma doença muito grave, perto da morte, devemos rezar para que ela queira chamar o Padre, para que faça uma boa Confissão e receba a Extrema-Unção. Não devemos ter medo de ver um Padre entrar na casa de um doente, ao contrário. Ele não traz a morte, como muitos pensam, mas a vida, que é a presença de Jesus na alma do doente. Com a graça de Deus no coração, o doente recupera as forças da alma, passa a rezar, a se preparar para ir para o Céu. É verdade que a morte é muito triste, mas também é verdade que pela morte vamos para o Céu, para ver a Deus na felicidade eterna.

Matéria – O óleo sagrado chamado Óleo dos Enfermos.

Forma – “Por esta santa unção, que o Senhor te perdoe todos os pecados que fizeste pela… (a unção é feita nos olhos, boca, ouvido, nariz, mãos e pés).”

Graça – Prepara nossa alma para ir para o Céu – apaga os pecados veniais, as imperfeições e até pecados mortais – reanima o corpo doente.

A Ordem

A Ordem é o sacramento que dá o poder de desempenhar as funções eclesiásticas, e a graça de fazê-lo santamente. Em outros termos, é o sacramento que faz os sacerdotes, ou ministros de Deus. Muitos textos da Sagrada Escritura provam a existência do sacerdócio e indicam o rito de ordenação sacerdotal. Lemos de fato que Nosso Senhor fez uma seleção entre os discípulos: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”, diz Ele (Jo 15, 16). Aos discípulos eleitos, chamados apóstolos, o divino Mestre confia as quatro atribuições particulares do sacerdócio:

Oferecer o santo sacrifício: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19). É a ordem de reproduzir o que ele tinha feito: mudar o pão em seu corpo e o vinho em seu sangue divino

Perdoar os pecados: Os pecados serão perdoados aos que vós os perdoardes (Jo 20, 23).

Pregar o Evangelho: Ide no mundo inteiro, pregando o Evangelho a todas as criaturas (Mc 16, 15).

Governar a Igreja: O Espírito Santo constituiu os bispos para governarem a Igreja de Deus (At 20, 28).

Eis os poderes dados por Nosso Senhor Jesus Cristo a seus ministros ou sacerdotes, representados pelos primeiros sacerdotes, que foram os apóstolos.

Quanto ao rito de ordenação, não é menos claramente indicado: Consiste ela na imposição das mãos. S. Paulo escreve: “Não desprezes a graça que há em ti e te foi dada por profecia pela imposição das mãos do presbitério” (1 Tim 4, 14). Chama-se presbitério a reunião dos bispos e padres que concorreram para a ordenação de Timóteo, de que S. Paulo foi o principal ministro, como se vê claramente na segunda epístola dirigida ao mesmo discípulo. “Por este motivo, diz ele, te admoesto que reanimes a graça de Deus, que recebestes pela imposição de minhas mãos” (2 Tim 1, 6).

O exemplo dos apóstolos nos mostra a transmissão dos poderes sacerdotais pela ordenação. E por onde Paulo e Barnabé passavam, “ordenavam sacerdotes para cada Igreja” (At 14, 22).

Tudo isso prova, claramente, que os apóstolos tinham recebido de Nosso Senhor a divina investidura de poderes, que iam assim distribuindo pela imposição das mãos; e esta investidura é o sacramento da Ordem.

Que diferença para o pastor protestante… Ele mesmo se investe de um poder que não recebeu de ninguém, ele mesmo se escolhe, nomeia-se, e dá a si os poderes que julga ter, sem que tenha sido investido do sacramento instituído por Deus para a escolha de seus ministros, sob a autoridade de um Papa.

Matéria – A imposição das mãos pelo Bispo

Forma – A oração consecratória na ordenação sacerdotal.

Graça – Dá ao Padre o poder de celebrar a Missa e outros Sacramentos

Palavra do Padre
Participe da Semana Santa

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